Orçamento das cidades do Grande ABC soma mais de R$ 22 bilhões para 2026
Orçamento das cidades do Grande ABC soma mais de R$ 22 bilhões para 2026
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Orçamento das cidades do Grande ABC soma mais de R$ 22 bilhões para 2026

Levantamento mostra alta de 9% nas peças orçamentárias da região, com São Bernardo e Santo André concentrando os maiores repasses estaduais e federais.

O planejamento financeiro das prefeituras do Grande ABC para 2026 já está definido, e os números mostram um crescimento relevante em relação ao orçamento vigente. Segundo levantamento do Repórter Diário, as peças orçamentárias das cidades da região somam mais de R$ 22 bilhões, um avanço de 9% frente ao orçamento anterior.

Para o eleitor e contribuinte do Grande ABC, a dúvida mais natural diante desses números é saber de onde vem esse dinheiro e para onde ele deve ser direcionado. A resposta passa, em boa parte, pelos repasses estaduais e federais, que juntos somam quase R$ 4 bilhões destinados à região no próximo ano.

Esses repasses são considerados essenciais para o cumprimento de obrigações em áreas de maior vulnerabilidade social, como saúde, educação, assistência social e habitação, funções que dependem fortemente de recursos de outras esferas de governo além da arrecadação própria dos municípios.

Quem recebe mais recursos da União e do Estado

A verba federal prevista para a região passa de R$ 2 bilhões, o equivalente a quase 10% de todo o orçamento do Grande ABC para o próximo ano. Santo André é a cidade que deve receber o maior repasse federal, pouco mais de R$ 704 milhões, seguida de perto por São Bernardo do Campo, com recursos da União estimados em R$ 700 milhões.

Diadema espera receber R$ 463,8 milhões da União em 2026, enquanto Ribeirão Pires deve contar com R$ 159,5 milhões, Rio Grande da Serra com R$ 22,6 milhões e São Caetano do Sul, que é a cidade menos dependente da verba federal na região, com apenas R$ 123 mil.

No caso dos repasses estaduais, que somam mais de R$ 1,9 bilhão para toda a região, quem lidera é São Bernardo do Campo, com quase R$ 676 milhões, seguido por Santo André, com R$ 505,9 milhões. Diadema espera R$ 323,6 milhões do Estado e Ribeirão Pires, R$ 202 milhões.

Rio Grande da Serra é exceção à regra de crescimento

Enquanto a maioria das cidades da região projeta aumento na arrecadação para 2026, Rio Grande da Serra caminha na direção oposta. O prefeito Akira Auriani (PSB) classificou o novo orçamento como pé no chão e projetou uma arrecadação 2,32% menor do que a prevista para o ano anterior.

O orçamento vigente da cidade está fixado em R$ 192.139.200,00, enquanto a peça orçamentária para o próximo ano prevê R$ 187.674.485,28, uma diferença de aproximadamente R$ 4,4 milhões. É importante destacar que o levantamento considerou seis das sete cidades da região, já que Mauá não informou seus dados até o fechamento da apuração.

Esses números têm impacto direto na capacidade de cada prefeitura de investir em obras, serviços públicos e programas sociais ao longo de 2026. Cidades com maior dependência de repasses estaduais e federais, como Santo André e São Bernardo, tendem a ficar mais expostas a eventuais mudanças na política fiscal do governo do Estado e da União, enquanto municípios com arrecadação própria mais consistente, como São Caetano do Sul, mantêm maior autonomia na gestão de seus recursos.

O debate sobre esses valores deve ganhar força ao longo do segundo semestre, à medida que as câmaras municipais da região discutem e votam as respectivas Leis Orçamentárias Anuais, etapa que costuma reunir prefeitos, vereadores e sociedade civil em torno das prioridades de investimento para o ano seguinte.

Fonte: Repórter Diário

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