Como funciona o lifting cervical e o que ele corrige no pescoço? Haeckel Cabral Moraes esclarece
Segundo o Dr. Haeckel Cabral Moraes, que atua em Uberaba, o pescoço costuma ser uma das primeiras regiões do corpo a revelar sinais de envelhecimento, muitas vezes antes mesmo de alterações mais evidentes no rosto. O lifting cervical, também chamado de cervicoplastia, corrige a flacidez de pele, o acúmulo de gordura na papada e a perda de definição entre o queixo e o pescoço, devolvendo um contorno mais firme a essa transição. Diferente do que muitos pacientes imaginam, o procedimento não se limita à remoção de pele: ele também atua sobre a musculatura mais profunda da região. Vamos entender, ao longo deste conteúdo, como o lifting cervical corrige essas alterações e o que ele realmente trata.
O que caracteriza o envelhecimento da região do pescoço?
Com o passar dos anos, a musculatura do pescoço, chamada de platisma, tende a se afastar de sua posição original, formando bandas verticais visíveis sob a pele, mais evidentes quando o paciente contrai o queixo ou fala. Ao mesmo tempo, o acúmulo de gordura na região submentoniana, conhecida popularmente como papada, contribui para o apagamento do ângulo entre a mandíbula e o pescoço.
Conforme destaca o Dr. Haeckel Cabral, esses sinais costumam surgir de forma combinada, e não isoladamente, o que explica por que dietas ou exercícios direcionados raramente resolvem a queixa por completo. A flacidez cutânea, a banda muscular e o excesso de gordura formam, juntos, o quadro que costuma motivar a busca pelo procedimento, condição às vezes chamada de “pescoço de peru” quando o excesso de pele é mais acentuado, mais comum entre pacientes homens e de idade mais avançada.
Como a cirurgia atua nas camadas de pele, gordura e músculo?
O lifting cervical trabalha de forma integrada sobre as três camadas envolvidas no envelhecimento da região. A lipoaspiração remove o excesso de gordura localizada na papada, enquanto a platismoplastia reaproxima as bandas musculares alteradas, suturando-as em uma posição mais central e definida.
Na leitura do Dr. Haeckel Cabral Moraes, apenas remover pele sem tratar a musculatura tende a produzir resultados menos duradouros, já que a banda muscular relaxada volta a se projetar sob a pele remanescente com o tempo. Por isso, o planejamento cirúrgico costuma incluir as três camadas, com a pele sendo reposicionada e o excesso removido apenas ao final, quando a estrutura interna já está corrigida. As incisões costumam ser posicionadas atrás das orelhas e, quando necessário, sob o queixo, o que mantém as cicatrizes discretas, e o procedimento pode ser realizado sob anestesia local com sedação ou geral, conforme a complexidade de cada caso.

Haeckel Cabral Moraes
O lifting cervical costuma ser combinado a outros procedimentos?
O pescoço não é uma estrutura isolada do restante do rosto, o que explica por que o lifting cervical é frequentemente associado à ritidoplastia quando o paciente também apresenta flacidez nas bochechas e no terço inferior da face. Nesses casos, o planejamento busca uma transição harmônica entre o rosto e o pescoço, evitando um contraste perceptível entre as regiões tratadas e as não tratadas.
Para o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a mentoplastia também pode compor esse planejamento quando o queixo recuado contribui para o apagamento do ângulo cervicomandibular, já que corrigir apenas o pescoço, nesses casos, pode não ser suficiente para alcançar o equilíbrio de perfil buscado pelo paciente.
O que esperar da recuperação inicial?
Nos primeiros dias após a cirurgia, é comum o uso de uma malha ou faixa compressiva ao redor do pescoço, ajudando a reduzir o inchaço e a favorecer a adaptação da pele à nova posição. Hematomas leves e sensação de aperto ao movimentar a cabeça também costumam ocorrer nesse período inicial, com retorno a atividades leves entre dez e catorze dias após o procedimento.
Sob a perspectiva do Dr. Haeckel Cabral, o resultado definitivo continua evoluindo por alguns meses, à medida que o inchaço residual desaparece e a pele se acomoda por completo à nova estrutura muscular subjacente. A avaliação presencial permanece indispensável para determinar a extensão da correção necessária e se há indicação de associação com outros procedimentos faciais, como a ritidoplastia ou a mentoplastia.




